A Era Pós-Dorival: O Que Esperar do Novo Técnico da Seleção Brasileira
- Jackson Aguiar
- 29 de mar.
- 4 min de leitura

O futebol brasileiro vive um momento de transição após a demissão de Dorival Jr. do comando da Seleção Brasileira. A decisão, anunciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 28 de março de 2025, veio na esteira de resultados decepcionantes, com o ápice sendo uma goleada de 4 a 1 sofrida para a Argentina nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Agora, com a busca por um novo técnico em andamento, o Brasil se prepara para um novo capítulo rumo à Copa de 2026. Neste post do Playerman, vamos explorar o contexto da saída de Dorival, o perfil desejado para o novo treinador, os nomes cotados e as expectativas para o futuro da Seleção.
O Contexto da Demissão de Dorival Jr.
Dorival Jr. assumiu a Seleção em janeiro de 2024, trazendo a bagagem de títulos conquistados com clubes como Flamengo e São Paulo. Apesar disso, sua passagem pela equipe nacional não correspondeu às expectativas. Em 16 jogos, foram sete vitórias, sete empates e duas derrotas – um aproveitamento de 58,3%, razoável, mas insuficiente para um país que exige excelência.
O ponto de inflexão veio com a derrota para a Argentina. O Brasil foi dominado taticamente, especialmente no meio-campo, e Dorival não conseguiu reverter o cenário adverso. A pressão, que já se acumulava desde a eliminação nas quartas de final da Copa América de 2024, tornou-se insustentável. Torcedores e mídia cobraram mudanças, e a CBF, liderada por Ednaldo Rodrigues, optou por encerrar o ciclo do treinador.
O Perfil Desejado para o Novo Técnico
A escolha do próximo comandante é um passo crucial para a Seleção. A CBF busca um profissional que reúna características específicas para enfrentar os desafios do cargo. Entre as qualidades mais valorizadas estão:
Experiência internacional: Um técnico com vivência em grandes ligas pode trazer uma visão global ao futebol brasileiro.
Gestão de grupo: Lidar com estrelas de clubes europeus exige habilidade para unir egos e formar um time coeso.
Visão tática moderna: O futebol atual demanda flexibilidade e inovação para superar adversários.
Resiliência: A pressão da torcida e da imprensa brasileira é intensa, exigindo força emocional do novo treinador.
O objetivo é encontrar alguém capaz de aliar resultados imediatos a um projeto de longo prazo, mirando a Copa de 2026.
Nomes Cotados para o Cargo
A especulação sobre o sucessor de Dorival já movimenta os bastidores. Confira alguns dos nomes mais comentados:
Carlo Ancelotti: O italiano, hoje no Real Madrid, é um sonho da CBF. Com títulos de Champions League e experiência em clubes de elite, Ancelotti traria sofisticação tática. Seu contrato até 2026 com o Real é um entrave, mas há rumores de uma possível liberação.
Jorge Jesus: Ídolo no Flamengo, o português é conhecido pelo estilo ofensivo e pela capacidade de motivar elencos. Atualmente no Al-Hilal, ele seria uma opção viável e com forte apelo entre os torcedores brasileiros.
Pep Guardiola: Apesar de mais especulativo, o técnico do Manchester City é citado como um ideal distante. Sua filosofia revolucionária poderia transformar a Seleção, mas sua situação contratual e pessoal torna a negociação improvável no momento.
Outros nomes, como Abel Ferreira (Palmeiras) e até Ramón Díaz (mencionado pelo jornal argentino Olé), aparecem com menos força, mas não estão descartados.
Expectativas para o Futuro
O novo técnico terá como missão principal garantir a classificação para a Copa do Mundo de 2026. O Brasil ocupa atualmente a quarta posição nas Eliminatórias, mas a competição sul-americana é acirrada, e qualquer deslize pode ser fatal. Além disso, a torcida espera uma identidade de jogo que resgate o brilho histórico da Seleção.
A longo prazo, o objetivo é ambicioso: conquistar o hexacampeonato, título que escapa desde 2002. Para isso, o treinador precisará equilibrar a experiência de veteranos com o desenvolvimento de jovens talentos, como os que têm emergido no futebol brasileiro e europeu.
Impacto no Futebol Brasileiro
A troca de comando na Seleção sempre influencia o cenário nacional. Um novo técnico pode alterar critérios de convocação, inspirar táticas nos clubes e até reacender o debate sobre a presença de estrangeiros no cargo – algo que já foi testado no passado. Por outro lado, a instabilidade recente, com Dorival sendo o quarto treinador em menos de dois anos e meio, levanta questionamentos sobre a falta de planejamento da CBF. A escolha certa agora pode ser um divisor de águas para o futebol brasileiro.
Conclusão
A saída de Dorival Jr. encerra um ciclo que prometeu muito, mas entregou pouco diante das expectativas. Com a CBF em busca de um novo técnico, o Brasil encara o futuro com esperança e cautela. Seja Ancelotti, Jorge Jesus ou outro nome, o próximo comandante terá o desafio de reconquistar a confiança da nação e recolocar a Seleção no topo do futebol mundial.
E você, leitor do Playerman, o que acha? Quem deveria assumir o comando da Seleção Brasileira? Deixe sua opinião nos comentários e fique ligado para mais atualizações sobre essa nova era do futebol nacional!
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